terça-feira, 22 de julho de 2025

Arena Galeria: Metal autoral em um dos lugares mais icônicos de São Paulo!



Revengin (Symphonic Heavy Metal), Motores Malditos (Stoner/Doom Metal) e Midgard (Epic Doom Metal) se apresentam num dos locais mais sagrados do Rock/Metal em São Paulo


No dia 08 de agosto, das 18h às 22h, a lendária cobertura da Galeria do Rock, no centro de São Paulo, será tomada por riffs pesados, atmosferas sombrias e muita atitude. Três potentes nomes do metal autoral brasileiro se reúnem no Arena Galeria para uma noite histórica — unindo tradição, renovação e peso no coração do underground paulistano.

Ingressos já disponíveis via Articket em ​https://articket.com.br/e/4320/arena-metal​

Essa não é apenas mais uma noite de shows — é um manifesto da música pesada nacional, com bandas que mantêm viva a chama do underground. Tudo isso em um dos lugares mais emblemáticos da cena rock/metal brasileira: a Galeria do Rock.

SERVIÇO: Arena Metal com Revengin, Motores Malditos e Midgard
Data: 8 de agosto (sexta-feira)
Local: Arena Galera (@arenagaleria)
Endereço: Av. São João, 439 – sala 608 – República, São Paulo – SP, 01035-000 (Galeria do Rock – 5º andar)
Horário: das 18h às 22h

Ingressos já disponíveis via Articket em ​https://articket.com.br/e/4320/arena-metal​

Assessorias de Imprensa:
JZ Press (@jzpressassessoria)
Som do Darma (@somdodarma)

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Stryper, Bride e Narnia anunciam turnê conjunta pelo Brasil em 2025

 


Bandas de metal melódico e cristão passarão pelas cidades de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Os fãs de metal cristão já podem comemorar: Stryper, Narnia e Bride farão uma turnê conjunta pelo Brasil em julho e agosto de 2025. A série de shows passará por cinco cidades, reunindo três grandes nomes do gênero, em uma experiência única para o público brasileiro.

A turnê começa no VIP Station, em São Paulo, no dia 27 de julho; no dia seguinte, a apresentação será no Tork n’ Roll, em Curitiba. A turnê tem sequência com uma apresentação no Teatro AMRIGS, em Porto Alegre, no dia 30 de julho. Em 1º de agosto, a apresentação será no palco do Mister Rock, em Belo Horizonte, e o encerramento da turnê acontece um dia depois, no Sacadura 154, no Rio de Janeiro.

O Stryper é um nome constante nos palcos brasileiros, e retorna com a turnê do 13º álbum de estúdio, When We Were Kings. O Bride, por sua vez, voltou a tocar ao vivo após quase duas décadas de hiato, e promete um repertório diferente da última passagem deles pelo Brasil, que rolou ano passado; eles estão para lançar o disco duplo Vipers and Shadows. Pela quarta vez no Brasil, o Narnia, que até tem um disco ao vivo gravado em nosso país, apresentará seus grandes clássicos e materiais mais recentes, como músicas do disco Ghost Town (2023).

A turnê pelo Brasil é uma realização En Hakkore Records, e os ingressos para todas as apresentações já estão disponíveis no site do Clube do Ingresso.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

KILLER BE KILLED - KILLER BE KILLED (2014/2025) - RELANÇAMENTO

 


KILLER BE KILLED
KILLER BE KILLED
Shinigami Records/ Nuclear Blast - Nacional

Lançado em 2014, o álbum homônimo do KILLER BE KILLED marcou a estreia devastadora do supergrupo  formado por músicos de peso: Max Cavalera, Greg Puciato (ex-The Dillinger Escape Plan), Troy Sanders (Mastodon) e Dave Elitch (ex-The Mars Volta). O projeto nasceu da ideia de fundir diferentes vertentes do metal moderno — do thrash e groove ao hardcore e prog metal — em uma sonoridade agressiva, versátil e absolutamente contemporânea. O resultado é um disco que transpira energia, ousadia e brutalidade sem perder a coesão artística. E mais uma vez, a parceria Shinigami Records e Nuclear Blast nos proporciona acesso à trabalhos excelentes como esse.

Max (guitarra e vocal), Troy (baixo e vocal) Greg (guitarra e vocal) e Dave (bateria) mostram a que vieram: vocais alternando entre o gutural raivoso de Max, o canto melódico e rasgado de Sanders e os gritos intensos de Puciato, tudo sobre uma base instrumental poderosa e bem trabalhada. Essa combinação vocal, longe de soar forçada, é a grande sacada do álbum, permitindo que cada faixa explore múltiplas atmosferas sem perder a identidade. A guitarra crua e pesada, aliada à bateria precisa de Elitch, sustenta a cozinha com um equilíbrio feroz entre agressividade e técnica apurada. A produção, assinada por Josh Wilbur (conhecido por trabalhos com Lamb of God e Gojira), garante uma sonoridade mais limpa, mas denso, onde cada camada instrumental tem espaço para brilhar sem comprometer o impacto sonoro.

A abertura com a poderosa “Wings of Feather and Wax” já deixa clara a potência e fúria do quarteto. Músicas como “Face Down” e “Snakes of Jehovah” trazem à tona o lado mais direto e violento do grupo, com riffs instigantes e vocais que remetem tanto ao hardcore quanto ao metal extremo. Já faixas como “Melting of My Marrow” e “Curb Crusher” apontam nuances mais atmosféricas e experimentais, herdadas das experiências progressivas de Mastodon e The Dillinger Escape Plan. A produção, assinada por Josh Wilbur (conhecido por trabalhos com Lamb of God e Gojira), garante uma sonoridade mais limpa, mas denso, onde cada camada instrumental tem espaço para brilhar sem comprometer o impacto sonoro.

KILLER BE KILLED é mais do que a união de grandes nomes do metal: é a prova de que colaborações criativas podem resultar em algo novo, relevante e potente. O álbum impressiona por sua diversidade e coesão, conseguindo ser brutal e acessível ao mesmo tempo, sem cair no marasmo. É um trabalho que deixa explícito o presente do metal mais moderno, mas também honra suas raízes, oferecendo uma audição intensa e memorável. Um verdadeiro manifesto de guerra sonora — onde a única opção é matar ou ser morto.

Sergiomar Menezes




GRAVE DIGGER - CLASH OF THE GODS (2012/2025) - RELANÇAMENTO

 


GRAVE DIGGER
CLASH OF THE GODS
Shinigami Records/Napalm Records - Nacional

E mais um álbum lançado em 2012 volta ao mercado. E trata-se de uma bela volta, afinal estamos falando de CLASH OF THE GODS, 16º álbum de estúdio do GRAVE DIGGER, um dos mais respeitados representantes do heavy metal tradicional europeu. Conhecida por suas incursões líricas na história, mitologia e guerras, a banda liderada por Chris Boltendahl encontrou neste trabalho uma rica fonte de inspiração: a mitologia grega. O álbum se destaca por sua linha temática, sua força épica e sua sonoridade fiel às raízes do heavy metal, com toques de power metal e atmosferas sombrias. Em parceria com a Napalm Records, a Shinigami Records proporciona aos fãs da banda e do Heavy metal num todo esse relançamento.

O já citado Boltendahl, junto aos seus parceiros Axel Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo) e Stefan Arnold (bateria), sem esquecer do lendário e mítico HP Katzenburg (teclados), nos entregam 13 faixas (esse relançamento conta com duas faixas bônus). A produção, a cargo do próprio Grave Digger e Jörg Umbreit, é sólida e moderna, sem abandonar a essência crua e clássica do grupo, com destaque para o trabalho de guitarras de Axel Ritt, que equilibra peso, técnica e melodias épicas. 

Desde a introdução instrumental "Charon", já se nota a ambientação densa e misteriosa, transportando o ouvinte diretamente ao mundo dos deuses, monstros e heróis da Grécia Antiga. Faixas como “God of Terror”, “Death Angel & the Grave Digger” e a própria “Clash of the Gods” apresentam riffs pesados e refrãos marcantes, enquanto as letras narram confrontos entre divindades, o medo diante da morte e os feitos heróicos das grandes figuras mitológicas. A voz rouca e poderosa de Boltendahl encaixa perfeitamente nesse cenário sombrio e grandioso, dando vida aos mitos com dramatismo e autoridade.

Um dos destaques é a faixa “Call of the Sirens”, que traz elementos mais atmosféricos e melodias sedutoras, simbolizando o canto mortal das sereias. Já “Medusa” é pesada e direta, evocando a ameaça petrificante da criatura lendária com riffs cortantes e andamento cadenciado. Entre as faixas bônus, destaque para a versão em alemão para "Home at Last" que ficou mais "dura", por assim dizer. 

CLASH OF THE GODS representa um ponto alto da fase madura da banda, mostrando que mesmo após décadas de carreira, o GRAVE DIGGER ainda era capaz de entregar álbuns conceituais com potência e respeito às tradições do gênero. Não é apenas um tributo à mitologia grega, mas uma verdadeira epopéia musical que dialoga com a grandiosidade dos temas que aborda, provando que o heavy metal continua correndo na veia de seus integrantes. Assim como na dos deuses.

Sergiomar Menezes




DORO - RAISE YOUR FIST (2012/2025) - RELANÇAMENTO



 


DORO
RAISE YOUR FIST
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Lançado em 2012, RAISE YOUR FIST é mais do que apenas o décimo segundo álbum de estúdio da lendária cantora alemã Doro Pesch — é uma verdadeira declaração de amor ao Heavy Metal. Considerada a “Rainha do Metal”, DORO reafirma nesse trabalho sua força, paixão e fidelidade inabalável ao heavy metal tradicional, ao mesmo tempo em que presta homenagem a seus fãs e à nação metálica global da qual é símbolo há décadas. E agora a Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast, recoloca no mercado esse ótimo trabalho da nossa eterna Metal Queen!

Acompanhada por Bas Maas (guitarra), Luca Princiotta (guitarra e teclados), Nick Douglas (baixo) e Johnny Dee (bateria), Doro nos apresenta um de seus melhores álbuns. Produzido em parceria com nomes como Andreas Bruhn (ex-The Sisters of Mercy) e Jacob Hansen (Volbeat, Amaranthe), o álbum apresenta uma sonoridade vigorosa e limpa, equilibrando agressividade e emoção, elementos que sempre marcaram a carreira da vocalista desde os tempos do Warlock. 

A  "quase" faixa-título, “Raise Your Fist in the Air”, é um hino empolgante, feito sob medida para os shows e para unir vozes em punhos cerrados — uma exaltação da união e da resistência dentro da cena metal. Entre os destaques do disco estão “Revenge”, com seu riff cortante e energia explosiva, e “Rock Till Death”, um dueto poderoso com o nosso querido e saudoso Lemmy Kilmister (que falta esse cara faz), que adiciona ainda mais peso e carisma ao álbum. “It Still Hurts”, também com Lemmy, mostra o lado mais melódico e vulnerável de Doro, revelando uma artista capaz de transitar com naturalidade entre a fúria e a doçura. Já “Engel”, cantada em alemão, oferece um momento introspectivo e quase épico, reforçando suas raízes culturais sem abrir mão da universalidade de sua música.

RAISE YOUR FIST é um disco que carrega consigo não só a essência do heavy metal oitentista como também o espírito de superação, fidelidade e amor à música. Para DORO, o metal não é uma fase ou um estilo passageiro — é um modo de vida, uma missão. Com este álbum, ela prova mais uma vez por que é uma figura tão respeitada e querida dentro do gênero: autêntica, apaixonada e eternamente devotada à causa do metal.

Sergiomar Menezes